O balanço com os índices de repasse do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) para a RPT (Região do Polo Têxtil) mostrou mais que um aumento de 18,92% no volume de recursos no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados revelam como cada município gerencia a economia local. Embora todos tenham o que comemorar, é nítido que em alguns ela será mais entusiasmada.
Hortolândia e Sumaré lideram entre as cinco cidades como as que mais conseguiram resgatar o ICMS, registrando crescimento de 25,95% e 22,45%, respectivamente. São índices expressivos, principalmente se for levado em consideração que no mesmo período do ano passado, Hortolândia estava bem atrás de Americana e, hoje, a situação é inversa.
Hortolândia e Sumaré são dois municípios de economia forte, com grandes indústrias instaladas no seu território gerando empregos e recursos para os cofres municipais. Em Americana, a situação é parecida. Aqui também estão empresas de porte elevado, mas um detalhe faz toda a diferença. As principais empresas estão por aqui já há um bom tempo, ou seja, não se vê e só uma vez ou outra se ouve falar de novos empreendimentos industriais. E para agravar, outras fecharam as portas e acabaram migrando para outras regiões do Estado e até do país.
Talvez isso explique a posição incômoda que a cidade ocupa no ranking do ICMS. Americana foi o município da RPT com o percentual mais baixo de resgate do imposto, ficando em último lugar e atrás de Nova Odessa, o menor município da Região do Polo Têxtil. O crescimento de apenas 13,63% no repasse do imposto demonstra a dificuldade que a atual administração ainda tem em atrair novos empreendimentos. Falta uma política mais atuante neste sentido. A vinda de novas empresas é a melhor forma de injetar ânimo na economia local. São novos empregos, mais moradores com potencial de compra e o comércio fortalecido. Ou seja, todos ganham.
Faltando dois anos e meio para o fim da atual gestão, ainda é possível reverter este quadro e alçar Americana à condição de bom exemplo na geração de renda aos seus habitantes. Iniciativas concretas para conquistar empresas são mais que bem-vindas e, sem dúvida, surtiriam mais efeito. Afinal, de nada adianta ser uma cidade de praças bonitas e cofres vazios.
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