A partir hoje, a Prefeitura de Sumaré, por meio da Secretaria de Habitação, iniciará a remoção de 10 das 22 famílias que residem próximas à linha férrea, no Jardim São Judas Tadeu. De acordo com a secretária da pasta, Carolina Baracat, inicialmente, serão retiradas 10 moradias, porque essas famílias foram contempladas pela primeira etapa do Programa Auxílio Moradia e já estão acomodadas em residências alugadas, através do programa ou em casa de parentes. Segundo a Secretaria de Finanças, a segunda etapa do Programa, que beneficiará as outras famílias, está previsto para agosto.
Carolina afirma que acompanhará de perto a remoção, juntamente com o diretor de Análise Social, Hervécio Dutra, e as assistentes sociais que trabalham no programa.
O requerimento de adesão ao Auxílio Moradia foi assinado no último dia 12 pelas famílias contempladas, sendo 22 residentes em moradias próximas à linha férrea no Jardim São Judas Tadeu e outras três em estado de vulnerabilidade social.
O programa prevê subsídio de até 80% do valor do salário mínimo vigente para o pagamento de aluguel social, no prazo de seis meses, podendo ser prorrogado uma única vez, pelo período máximo de cinco meses.
Para participar do programa social de auxílio-moradia, os interessados, além de preencherem os requisitos específicos previstos em lei, deverão pertencer à família cuja renda mensal seja igual ou inferior a três salários mínimos, não possuir imóvel próprio no município ou fora dele, residir em Sumaré no mínimo há cinco anos, com comprovante de residência em nome do interessado e ser previamente cadastrado no setor social da Secretaria Municipal de Habitação.
DUPLICAÇÃO
As Prefeituras de Sumaré, Nova Odessa e Hortolândia ainda não foram informadas sobre a duplicação da linha férrea que corta a RPT (Região do Pólo Têxtil). Entretanto, Nova Odessa já se posicionou contra a obra, que consumirá R$ 535 milhões com duplicação, ampliação e melhoria da via permanente entre Itirapina e o porto de Santos nos próximos cinco anos.
Além dos impactos negativos que seriam causados ao trânsito de veículos e pessoas, há um fator extra no posicionamento novaodessense: a Prefeitura quer aproveitar a intenção da ALL (América Latina Logística) de investir no trecho para tentar garantir a transposição de toda a linha para Oeste, em área rural.
Segundo o coordenador municipal de Desenvolvimento, Dimas Starnini, "existem tantos complicadores em Nova Odessa, Americana e Sumaré que é praticamente impossível duplicar essa linha", incluindo gargalos praticamente instransponíveis. "Qualquer alargamento da faixa de domínio da ALL aqui em Nova Odessa pegaria ruas do São Jorge, de um lado, ou do Jardim Santa Rosa, do outros", destacou. (Colaborou Patrícia Vieitez)
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